segunda-feira, 29 de julho de 2013

INSS - REABILITAÇÃO PROFISSIONAL - II ENCONTRO COM EMPRESAS DA GERÊNCIA NITERÓI

domingo, 16 de janeiro de 2011

14/01/2011 -- 15h00
Necessidade da terapia ocupacional nas empresas




Uma pesquisa feita pela Universidade de Brasília (UnB) que analisou 26 milhões de registros de trabalhadores ao INSS constatou que as maiores causas de afastamento dos trabalhadores são as doenças osteomusculares e os transtornos de humor. Em primeiro lugar no ranking estão as dorsopatias, em segundo os traumatismos do punho e da mão, em terceiro as tendinites e tenossinovites e em quarto, os traumatismos de joelho e perna.

Para evitar tais afastamentos foram criados alguns instrumentos legais que mexe com o bolso dos empregadores, forçando-os a adotar medidas preventivas. E é ai que entram os fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.

A princípio chamados apenas para reabilitação de funcionários, agora Terapeutas Ocupacionais e Fisioterapeutas fazem parte de programas de prevenções de acidentes, de ergonomia, de consultoria, ente outros. Empresas que adotaram o método de prevenção conseguiram diminuir até 90% as queixas de funcionários em relação a distúrbios osteomusculares.

Mais do que uma simples ação, o trabalho dos fisioterapeutas e dos terapeutas ocupacionais integram os funcionários em atividades que priorizam sua saúde e bem-estar (com AÇÃO & COMUNICAÇÃO - LANA CÔRTES).

Redação Bonde

domingo, 16 de maio de 2010

ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA









ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA

“As atividades de vida diária (AVD) são as tarefas de desempenho ocupacional que o indivíduo realiza diariamente. Não se resume somente aos auto – cuidados de vestir-se, alimentar-se, arrumar-se, tomar banho, e pentear-se, mas engloba também as habilidades de usar telefone, escrever, manipular livros, etc além da capacidade de virar-se na cama, sentar-se, mover-se e transferir-se de um lugar à outro.” (Trombly, 1989).


“A Terapia Ocupacional tem como objetivo proporcionar ao indivíduo, de acordo com suas necessidades, potencialidades e possibilidades socioeconômicas, o maior grau de independência possível nesse sentido, utilizando, para tanto, recursos como adaptações e manobras que, por facilitarem o potencial remanescente do indivíduo, propiciam o processo de independência.”


Muitos são os fatores que concorrem no sentido de fornecer ao indivíduo as condições mínimas necessárias para que ele possa desenvolver as AVD de uma maneira plena:

a perfeita capacidade de mobilidade articular

a coordenação motora fina e grosseira devem estar desenvolvidas, bem como a percepção, tato e visão

o sentido cinestésico ou percepção sensorial dos segmentos corporais devem estar instalados


“No caso da criança portadora de deficiência, a execução destas tarefas depende também de condições mínimas necessárias como um bom planejamento motor, envolvendo noções do próprio corpo, de seus movimentos no espaço, do tempo (ritmo e seqüência) e noção espacial. A coordenação viso-motora, capacidade cognitiva e iniciativa também são componentes das tarefas cotidianas automáticas e impossivelmente fragmentáveis durante a execução. “

“O terapeuta ocupacional tem como finalidade desenvolver e manter a função e as habilidades necessárias para o desempenho de atividades, prevenir distúrbios do desenvolvimento, principalmente no que se refere às atividades funcionais, remediar ou (re) habilitar disfunções que impeçam o desenvolvimento favorável nas atividades, facilitar a capacidade adaptativa da criança, colaborar e cooperar com a criança para alcançar seus objetivos.”


As Atividades de Vida Diária subdividem-se em quatro grupos:
 
Mobilidade (na cama, na cadeira, transferências e deambulação)
Cuidados pessoais (alimentação, higiene básica, higiene elementar, vestir-se e arrumar-se)
Comunicação (escrever, telefonar, digitar e utilizar o computador)
Ferramentas de controle do meio ambiente (manusear chaves, portas, janelas e torneiras)

MOBILIDADE/TRANSFERÊNCIA

“Simplesmente o ato de mover-se da cama para a cadeira de rodas ou para a cadeira de banho favorece a independência. Quando o indivíduo é capaz de transferir-se sozinho, é necessário orientá-lo e ensiná-lo quanto as técnicas que propiciam maior funcionalidade, segurança e agilidade.”
VESTUÁRIO

“O ato de vestir-se independente é importante para a estimulação da percepção, equilíbrio, domínio e integração dos movimentos corporais, preensão, noção de tempo e espaço. As manobras ou métodos de independência auxiliam na execução das tarefas, facilitando e promovendo a independência, principalmente nas atividades de vida diária relacionadas aos cuidados pessoais como o
vestuário.”

“Nas crianças, a independência ocorre de acordo com o desenvolvimento motor e cognitivo. Dentro dos padrões de normalidade a criança adquire independência para vestuário e complementos até cinco a seis anos de idade.”
Algumas atitudes práxicas têm por objetivo permitir ao terapeuta ocupacional melhor desenvolver seu trabalho na Pediatria, por exemplo:
proporcionar conhecimento à criança das partes específicas do corpo;
estabelecer ou restabelecer o sentido do tato e cinestésico;
desenvolver os aspectos de compreensão e verbalização da comunicação;
demonstrar a atividade por etapas.
ALIMENTAÇÃO

“A alimentação é uma atividade social e de subsistência por gerar recursos energéticos para lutar pela vida, trazer saúde e disponibilidade para o fazer. A independência nesta área abrange apanhar o alimento e levá-lo à boca, manejar talheres, escolher o alimento, servir-se, cortar, beber líquidos, limpar a face e as mãos. “



HIGIENE
“As tarefas e higiene envolvem administração do vestuário, cuidados com as necessidades de continência (incluindo transferência postural e uso do vaso sanitário), higiene oral (uso de pasta, escova e fio dental), banho (administração dos materiais de banho, lavar e secar as partes do corpo, manter a postura para atividade e transferência).”


“Quando se fala em controle esfincteriano e higiene da criança é muito comum que haja indagação a respeito de quando deve ser iniciado o tratamento. A resposta é relativa, pois depende inteiramente do desenvolvimento neurológico e psicológico da criança.”

“O treinamento higiênico é altamente individual e geralmente deve estar completo até os 6 anos. Até que se possua uma total independência nos seus hábitos de higiene, ela deve aprender inicialmente a rasgar o papel higiênico sem puxar o rolo inteiro e aprender a vestir roupa, lavar as mãos etc. A permanência de uma criança por muitas horas no sanitário, na posição sentada, pode, em alguns casos, causar um prolapso intestinal.”

BRINCAR
“Para a criança o brincar é de extrema importância e se caracteriza como AVD. Sendo assim, no caso da criança portadora de deficiência, também precisa ser adaptado de forma que ela possa conhecer e explorar o meio de forma criativa, expressiva e participativa.”

FERRAMENTAS DE CONTROLE DO MEIO AMBIENTE
A Avaliação das Atividades de Vida Diária
“O objetivo da avaliação é compreender as vantagens da criança e as áreas de preocupação, dentro do contexto dos ambientes dos quais a criança participa. Os membros da família, e outros membros da equipe como os professores, são parte integrante deste processo.”

“A partir de informações colhidas sobre a interação social da criança em contextos como, higiene, alimentação, manuseio, posicionamento etc., o terapeuta possui uma ampla perspectiva funcional da criança. À medida que a criança amadurece, a avaliação expande-se para incluir a escola e a comunidade.”


“O objetivo principal da Terapia Ocupacional é proporcionar à criança a independência nas AVD. Utilizando o brincar como ferramenta de trabalho, o terapeuta ocupacional torna possível a autonomia do indivíduo em seus vários aspectos junto ao meio onde vive.”

“A família é um elemento essencial neste processo, levando ao terapeuta ocupacional informações a respeito do cotidiano do paciente e dando continuidade ao tratamento, onde de fato, acontece as AVD, proporcionando assim, maior qualidade de vida a esta criança.”

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Nise da Silveira




Nise da Silveira nasceu em 1906, em Maceió. Foi a única mulher, entre os 156 alunos da Faculdade de Medicina da Bahia, que graduou-se em 1926. Em 1927 seu pai morreu, a mãe mudou-se para a casa do pai, e Nise, decidida como sempre, pegou um navio para o Rio de Janeiro. Começou sua carreira em psiquiatria no hospital que na época era popularmente chamado de hospício da Praia Vermelha (hoje Hospital Pinel), em 1933. Fig.2 - Nise na sua formatura como médica.
Morava num quarto do hospital; uma enfermeira, ao fazer a limpeza do quarto, achou livros socialistas na sua estante, e durante o Levante Comunista de 1935, em plena ditadura Vargas, denunciou-a. Embora fosse apenas simpatizante do comunismo, e não soubesse nada sobre a organização do movimento liderado por Prestes, Nise foi presa; ficou na Casa de Detenção durante um ano e 4 meses. Lá conheceu Olga Benário, Graciliano Ramos e outros participantes do movimento comunista, que se tornaram amigos seus. Diz ter tirado grandes lições deste período. ("Tudo vale a pena, se a alma não é pequena...").
Só conseguiu voltar ao cargo de psiquiatra, em 1944, no Centro Psiquiátrico Pedro II, no Engenho de Dentro. Foi lá que, por recusar-se a usar os métodos usuais da psiquiatria clássica, como eletrochoques, choque de insulina e utilização indiscriminada de medicação (que deixava, e deixa até hoje os pacientes num estado terrível de torpor- a chamada impregnação), foi deslocada para um setor considerado "pouco nobre" do Centro Psiquiátrico, o lugar onde não havia médicos e que era cuidado por serventes: a Terapêutica Ocupacional, que de terapêutica não tinha nada, os pacientes faziam apenas serviços de limpeza, uma boa economia para o hospital...
Nesse lugar "abandonado" pela direção do hospital, Nise começou sua grande revolução. Em 1946 fundou a Seção de Terapêutica Ocupacional e Reabilitação
(STOR). A partir de muito estudo, e principalmente a partir de sua veia rebelde e criativa, Nise inovou e criou um espaço em que os internos eram recebidos num ambiente de acolhimento e respeito. Abriu ateliês para vários tipos de atividades (encadernação, música, pintura, modelagem, teatro, etc.) e orientou os monitores que acompanhariam os pacientes no sentido de terem uma atitude de não interferência na sua produção. Procurava apontar para a importância do contato afetivo para que aquelas pessoas, que passavam pelo grande sofrimento do rompimento com a realidade, do mergulho, sem proteção, nos abismos do inconsciente, pudessem tentar o caminho de volta para a superfície, para a possibilidade de recuperar a autonomia perdida. Além da dor provocada pela doença mental, os pacientes sofriam com a discriminação no meio social e no próprio hospital. Um dos pintores do ateliê, que ainda conseguia expressar-se verbalmente, falava do sentimento de ser "etiquetado", e que por ser "etiquetado como esquisito, uma coisa assim" nunca mais conseguiria sair dali. (Quando ouvi esta afirmação dele, fiquei atônita; ele estava falando, com suas palavras o que eu vinha lendo nos livros de Laing e Cooper. Na época eu fazia estágio no museu, era estudante).
Nise percebeu e sentiu agudamente, o quanto o ambiente hospitalar conspirava contra o que ele deveria promover: a cura. Imbuída de profunda compaixão pela dor e fragilidade daquelas pessoas, movida pelo desejo de compreender o que acontecia no seu mundo interno e de investigar os misteriosos meandros da psique humana, Nise foi, com enorme disposição e paciência, adubando a sólida árvore que plantara.

http://www.museuimagensdoinconsciente.org.br/pdfs/Teresa_Vignoli.pdf

domingo, 4 de abril de 2010

sábado, 13 de março de 2010

terça-feira, 2 de março de 2010

Introdução aos modelos em T.O.





Segundo Francisco (2004) “as teorias e as práticas terapêuticas ocupacionais foram absorvendo as filosofias e as ideologias das diferentes épocas e se transformando, para chegar ao que hoje caracterizamos de diferentes modelos teóricos práticos da Terapia Ocupacional”. De acordo com a autora, existem três correntes filosóficas básicas que são orientadoras do processo terapêutico ocupacional: humanista, positivista e materialista – histórico (dialético).

Corrente humanista - O principal foco desse modelo é o homem e sua capacidade, a essência humana. A saúde está associada aos bons hábitos, à capacidade de trabalhar, de agir no mundo. O trabalho é utilizado como atividade, favorecendo o relacionamento
interpessoal e de auto-aprendizagem, ordenando pensamento e comportamento.


O Humanismo pode ser definido como um conjunto de ideais e princípios que valorizam as ações humanas e valores morais (respeito, justiça, honra, amor, liberdade, solidariedade, etc). Para os humanistas, os seres humanos são os responsáveis pela criação e desenvolvimento destes valores. Desta forma, o pensamento humanista entra em contradição com o pensamento religioso que afirma que Deus é o criador destes valores.
O humanismo se desenvolveu e se manifestou em vários momentos da história e em vários campos do conhecimento e das artes. 
Humanismo na antiguidade clássica (Grécia e Roma): manifestou-se principalmente na filosofia e nas artes plásticas. As obras de arte, por exemplo, valorizavam muito o corpo humano e os sentimentos.
Humanismo no Renascimento: nos séculos XV e XVI, os escritores e artistas plásticos renascentistas resgataram os valores humanistas da cultura greco-romana. O antropocentrismo (homem é o centro de tudo) norteou o desenvolvimento intelectual e artístico desta fase.



Modelo de Reabilitação:
- pretende reabilitar o doente de forma a permitir a sua independência nas atividades da vida diária, atividades produtivas e atividades de lazer.